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Designação:
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Capela de S. João (extinta)
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Tipologia:
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Arq. Religiosa
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Localização:
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Coimbra, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho
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Autoria:
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Desconhecido
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Classificação:
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Época:
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Ano:
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10
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Utilização Inicial:
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Utilização Actual:
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Cultual e devocional
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Inexistente
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Descrição:
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Localizada na vertente norte do castelo. Está reduzida aos alicerces de plano rectangular. Em 1995, as paredes internas estavam revestidas com pinturas de motivos concheados da 2ª metade do século XVIII.
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Nota Histórica:
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Existem referências a esta capela e ao prior Soeiro que a tinha com Santa Maria, de 1103. Está ligada a um poema épico do Abade João. A 11 de Março de 1251, Inocêncio IV expediu a Bula "sua nobis", dirigida ao bispo de Viseu, para obrigar os priores de várias igrejas da diocese de Coimbra, entre elas a de S. João de Montemor, a pagar ao bispo as procurações que lhe deviam "ratione visitationis".
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Observações:
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Descrição Pormenorizada:
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Em data incerta, o pórtico da frontaria da capela foi substituído por um lindo pórtico renascença que, apesar de estar em bom estado de conservação foi apeado no último quartel do século XIX e as suas cantarias aplicadas como pedras nas paredes de uma construção. Na mesma frontaria estava embutida uma sepultura, com inscrição romano-gótica, de Pedro Afonso, falecido no século XIII (provavelmente no Museu Machado de Castro). Por cima da sacristia ficava um campanário, com uma só sineta, as paredes interiores revestidas com pinturas a fresco, cujo desenho é de estilo Luis XV. O retábulo tinha três nichos e era de pedra. Na fachada do lado da Epístola, estava colocada a lápide comemorativa do lendário sucesso da degolação, local onde é tradição que ela se fizera e se operara o milagre da ressurreição. Esta lápide foi mandada colocar em 1713 pelo juiz de fora Gaspar Pimenta Avelar e pelos capitães Manuel de Mendenha e Agostinho Couceiro Portugal e ainda pelo alferes André Pessoa de Almeida. Pertenceu-lhe a imagem de Nossa Senhora com o Menino que se encontra, actualmente, na Igreja de Alcáçova.
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Nota Histórica Pormenorizada:
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Era assim designada no "Catálogo de todas as igrejas, comendas e mosteiros que havia pelos anos de 1320 e 1321" e a sua lotação era de 40 libras. Desde o século XII que tinha presbítero. Consta ter sido mandada edificar, a primeira capelinha, pelo Abade João, sob a invocação de S. João Evangelista, no local onde costumava entregar-se a penitência, sendo nela que este guerreiro celebrava as cerimónias de culto e instigava os habitantes de Montemor a combater os mouros. Tempos depois, esta capela teria sido arrasada, sendo construída outra no mesmo lugar mais tarde. Foi-se arruinando com o passar dos tempos. É tradição que a primitiva Virgem foi exposta ao culto, nesta capela, em 848, depois da vitória do Abade João, dizendo ainda que era invocando o seu nome que os defensores do castelo combatiam: "Cerra, Cerra, por Santa Maria da Vitória!" - clamavam os cristãos, ao manejar a adaga ou a lança, nas pelejas contra os mouros ou na defesa do castelo. A provisão de D. João V, de 20 de Dezembro de 1746, que mandou que a Virgem Nossa Senhora, com o atributo de Vitória, fosse invocada como padroeira de Montemor, determinou também a reconstrução da capela. Em Maio de 1852, a capela foi mais uma vez reparada, tendo nela sido recebida, festivamente, a rainha D. Maria II. Em 1863, sofreu mais um restauro. A esta capela está associada a festividade em honra da Senhora da Vitória. Foi possivelmente em 1746 que se realizaram pela primeira vez estes festejos e a última a 10 de Agosto de 1863. Esta festividade prolongava-se por oito dias e nela participava o povo dos concelhos limítrofes e de vários pontos do País. Das festas fazia parte um simulacro de assalto: a praça da Câmara estava cercada por um palanque de seis degraus, em anfiteatro, tendo, do lado do Hospital da Misericórdia, um castelo, ocupado pelos cristãos; no lado oposto erguiam-se várias tendas de campanha, nas quais se encontravam os mouros e o rei. Iniciava-se o espectáculo com um passeio, pelo campo, de D. Ramiro e sua gente, todos a cavalo, o qual era feito prisioneiro pelos mouros, mas conseguia fugir para o castelo, que era logo sitiado, resistindo com dificuldades. Do lado mouro recebiam propostas para a sua entrega, sem que os cristãos acedessem. Começava então o fogo vivo de lado a lado e o Abade João incitava a que se combatessem os infiéis. Neste momento, os guerreiros abandonavam o castelo e iam ao combate directo. De repente, aparecia num nicho Nossa Senhora da Vitória e os mouros eram vencidos. Outro número da festa era constituído pelo procissão para a Igreja dos Anjos, na qual se incorporavam figurantes, representando os mouros prisioneiros, D. Urraca, irmã do Abade e os seus três filhos, estes com um risco encarnado em volta do pescoço.
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Bibliografia:
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CORREIA, Vergilio - "Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Coimbra", Lisboa, 1952, p. 137; CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos - "Terras de Montemor-o-Velho", Coimbra, 1992, p. 95-102; GÓIS, A. Correia-"Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, 1995, p. 194; "Renascença", n.º 286, 1943, p. 6.
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