Designação:

Hospital de S. Pedro e S. Domingos / da Misericórdia

Tipologia:

Arquitectura hospitalar e assistencial

Localização:

Coimbra, Montemor-o-Velho, Tentúgal

Autoria:

Desconhecido

Classificação:

Época:

Ano:

15

1496

Utilização Inicial:

Utilização Actual:

Hospitalar e assistencial

Administrativa (Junta de Freguesia)

Descrição:

Localizado no Largo do Rossio, em frente ao antigo Convento.

Nota Histórica:

Foi fundado em 1496, no reinado de D. Manuel, sendo Papa Calixto III. Com a incorporação da Confraria na Misericórdia em 1583, o hospital passou a ser administrado por esta instituição. Foi com os proventos excedentários deste hospital que se fundou a Misericórdia de Tentúgal.

Observações:

Descrição Pormenorizada:

No Tombo da Confraria de S. Pedro e S. Domingos, realizado em 1457, referia-se que o hospital estava instalado numa casa térrea, com 18 varas de comprimento e 6 de largura. Confrontava a "Norte com rua publica e do sul parte com ascento de casas nóvas que óra El-Rey mandou fazer para seis mercearias, e intesta do levante com cása propria de Afonso Gil, lavrador, morador na vila, e do poente entesta com rua publica". Estas confrontações levam-nos a concluir que o hospital devia abranger a área do edifício actual, afecto à Junta de Freguesia, e de todas as casas da mesma rua, em frente à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, incluindo aquela que mais tarde teria sido a hospedaria do Convento (1). Actualmente, já só existem partes do edifício, completamente remodeladas. Na parede poente, vê-se o seguinte letreiro: "reformada esta casa em 1873". Nesta mesma parede, está um escudo de armas de Portugal, com uma coroa filipina e bordadura do século XVII. Na parede virada a Norte, está um nicho com uma imagem de pedra de S. Pedro, sentado e vestido de capa e tiara, orago da Confraria, gótico, dos séculos XV-XVI. Decerto a imagem estava na antiga Ermida (2). Para nascente do edifício, existem umas casas que pertenciam à Confraria e que foram vendidas ou aforadas a diversas pessoas.

Nota Histórica Pormenorizada:

Felgueiras Gayo afirmou que o seu fundador foi Cristovam Mendes de Carvalho, como penitência imposta pelo Papa Paulo III (doação de bens), para se poder casar com a sua cunhada. Parece-nos pouco provável que ele tenha sido o fundador, um vez que foi obrigado a doar bens para a sua manutenção.

Bibliografia:

CORREIA, Vergilio- "Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Coimbra", Lisboa, 1952, p. 152; CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos- "Terras de Montemor-o-Velho", Coimbra, 1992, p. 326; GÓIS, A. Correia-"Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, 1995, p. 227.

 

 

 

 

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