Designação:

Capela de Santo António (extinta)

Tipologia:

Arq. religiosa, gótica

Localização:

Coimbra, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho

Autoria:

Desconhecido

Classificação:

Época:

Ano:

11 (atrb.)

1079

Utilização Inicial:

Utilização Actual:

Cultual e devocional

Devoluta

Descrição:

Situa-se junto à torre do relógio, interceptada pela linha da barbacã. Planta de nave única com três capelas. Do que resta podemos observar a fachada, simples com pináculos, constituída pela porta principal, encimada por uma janela e uma inscrição. No interior, permanece um arco de volta inteira, despido de ornamentos.

Nota Histórica:

Edificada, segundo uns, no séc. XI e, segundo outros, no séc. XVI. Sofreu obras no séc. XIX, perdendo o seu carácter primitivo. Foi primeira matriz do Salvador. Actualmente, está em avançado estado de degradação, reduzida às paredes e destelhada, desde as obras de reconstrução do Castelo de 1930.

Observações:

Descrição Pormenorizada:

É uma capela de uma só nave, com três altares. As Memórias Paroquiais de 1758 referem a existência no altar-mor das imagens de Santo António, S. Francisco e S. Jerónimo; num dos altares colaterais, a imagem de Nossa Senhora do Bom Sucesso e, no outro, S. Mateus. Desconhecemos o seu actual paradeiro.

Nota Histórica Pormenorizada:

Na opinião de Correia Góis, a sua edificação data de 1079, por ordem de D. Sisnando, Governador de Coimbra. Funcionou como primeira matriz da freguesia do Salvador e ali foi sepultado o famoso Guterres Pais, ilustre fidalgo que viveu e reformou Montemor-o-Velho na época da reconquista cristã e repovoamento. Sofreu reformas no séc. XVI (há autores que afirmam que foi edificada nesta altura) e ainda no séc. XIX (1881), perdendo o seu carácter primitivo. Na década de 1930, os Monumentos Nacionais levaram a cabo obras de recuperação em Montemor-o-Velho, tendo sido determinado, a 16 de Junho de 1934, a sua demolição, uma vez que se encontrava em ruína. O seu recheio (camarim, imagens, etc) deveriam ser transferidos para a Igreja de Santa Maria Madalena, pois esta seria reedificada. No entanto, o processo não se desenvolveu desta forma. A Capela de Santo António não foi demolida, apenas destelhada, mantendo-se apenas com as paredes até aos dias de hoje.

Bibliografia:

CORREIA, Vergilio - "Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Coimbra", Lisboa, 1952, p. 138; CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos - "Terras de Montemor-o-Velho, Coimbra", Montemor-o-Velho, Câmara Municipal, 1992, p. 194; GÓIS, A. Correia-"Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, 1995, p. 192.

 

 

 

 

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