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Designação:
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Casa do Despacho
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Tipologia:
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Arquitectura religiosa
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Localização:
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Coimbra, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho
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Autoria:
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Desconhecido
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Classificação:
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IIP, Dec. N.º 37728, de 05/01/1950
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Época:
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Ano:
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17
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Utilização Inicial:
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Utilização Actual:
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Cultual e devocional
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Cultual e devocional
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Descrição:
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Anexa à Igreja da Misericórdia, segue o tipo de moradias burguesas seiscentistas, mostrando na fachada virada para o rossio da Misericórdia, seis janelas de sacada, com respectivo gradeamento de parapeito em ferro forjado e cabeceira rematada por simples cornija, ao andar nobre.
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Nota Histórica:
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Construída nos inícios de seiscentos, sofreu grandes estragos na sequência do terramoto de 1 de Novembro de 1755. As obras de reparação tiveram início logo no ano seguinte.
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Observações:
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Descrição Pormenorizada:
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Este edifício tinha, inicialmente, os seguintes compartimentos: duas lojas e "Casa dos Penitentes", no rés-do-chão; Tribuna dos Mesários ou "Casa da Tribuna", "Casa do Meio" e "Casa do Despacho", no andar nobre. Situadas por debaixo da Tribuna dos Mesários as duas lojas, que serviam não só de arrecadação de alguns dos produtos agrícolas provenientes da cobrança das rendas da Santa Casa, actualmente de arrumo de determinadas alfaias da Irmandade, confinam a poente com o adro da Igreja e a nascente com a "Casa dos Penitentes". Cada uma delas possui a sua própria porta de acesso ao rossio e a sua própria fresta ou seteira, de formato rectangular e disposta na horizontal, de iluminação. Entre estas lojas e a sacristia uma porta em cantaria, com lintel rematado por simples cornija, dá acesso, pelo lado do rossio, à "Casa dos Penitentes". Este espaço, que recebe luz de uma janela de assentos rasgada na parede que dá para o referido rossio, comunica directamente com a sacristia, através de uma simples porta de cantaria e com a "Casa do Meio", no andar nobre, por uma escadaria também de pedra lavrada. Para além do pavimento em lajeado e do silhar de azulejo enxaquetado, idêntico ao da igreja, que se prolonga pela escadaria, possui ainda um poço, inserido na parede virada a poente, duas pias de água benta e um banco corrido, tudo em pedra lavrada e adossado às paredes viradas a norte e a nascente e, finalmente um "almário" onde era guardada a água que, depois de retirada do poço, iria servir no quotidiano da Santa Casa. No andar nobre emerge pela sua beleza e grandeza, a Tribuna dos Mesários, um elemento arquitectónico exclusivo das Igrejas da Misericórdia, constituindo um espaço honorífico que participa dos rituais de ostentação de poder. Aberta a meio da parede da nave da Igreja, do lado da Epístola, esta Tribuna apresenta cinco colunas jónicas, duas delas adossadas à parede, com os terços inferiores cobertos por finas estrias e os outros dois por caneluras, apoiadas em pedestais decorados com motivos vegetalistas e sustentando um entablamento direito, decorado com singelo denteado. Ao nível dos pedestais das colunas ergue-se uma balaustrada de madeira torneada. A luz natural fornecida por três janelas de sacada, viradas a sul, realça não só a excelência das duas séries de quatro caixotões de madeira policromada que revestem o tecto, mas também a elegância de um magnífico silhar seiscentista de azulejaria policromada (azul-claro e amarelo sobre fundo branco), limitado por friso de meios azulejos com a mesma policromia, onde motivos vegetalistas e geométricos se entrelaçam num jogo de belo efeito. Possui ainda dois altares com os respectivos Oratórios: o do Santo Cristo Crucificado, na parede virada a nascente, e o do Senhor da Paciência, na parede virada a poente. O acesso à "Casa do Despacho" é feito por alguns degraus de cantaria, situados na "Casa do Meio", sendo o mesmo iluminado por uma janela de sacada, virada a sul, e por uma janela sem sacada mas com gradeamento de parapeito de ferro forjado, virada a nascente. Entre a "Casa do Despacho" e a "Casa da Tribuna", temos a chamada "Casa do Meio", ampla e bem iluminada por duas janelas de sacada, viradas a sul, possui, para além de um tecto de madeira policromada, um silhar de azulejo enxaquetado, semelhante ao da Igreja.
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Nota Histórica Pormenorizada:
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A Tribuna dos Mesários foi mandada edificar em 1618-19 pelo P.e Mateus Rodrigues, escrivão da Misericórdia. Nela encontram-se dois altares com Oratórios construídos nas primeiras décadas do século XVIII: o do Santo Cristo Crucificado, erecto entre 1705 e 1708, ano em que, por licença eclesiástica, a Misericórdia obteve a necessária autorização para nele se poder dizer missa; e o do Senhor da Paciência, erecto em 1718, por devoção e às custas de Manuel Chichorro Pinheiro, tendo nesse mesmo ano e em dia de Sexta-Feira de Ramos a Santa Casa obtido licença eclesiástica para nele se poder dizer missa. Foi neste espaço que, durante quase um século, as sucessivas Mesas governaram a Santa Casa da Misericórdia. A "Casa do Meio" foi objecto de reformas em 1714.
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Bibliografia:
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CORREIA, Virgílio- "Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Coimbra", Lisboa, 1952, p. 139; GÓIS, A. Correia - "Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, 1995, p. 128; SILVA, Mário José Costa da - "A Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Velho", Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, 1999, p. 45-49.
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