| |
|
Designação:
|
|
|
Alcáçova Real, Palácio das Infantas
|
|
Tipologia:
|
|
Arq. civil, residencial, gótica, manuelina
|
|
Localização:
|
|
Coimbra, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho
|
|
Autoria:
|
|
Desconhecida
|
|
Classificação:
|
|
Integrado no Castelo (MN).
|
|
Época:
|
Ano:
|
|
11(?)/15
|
|
|
Utilização Inicial:
|
Utilização Actual:
|
|
Residencial
|
Devoluta
|
|
Descrição:
|
|
A descrição deste edifício é, actualmente, muito difícil de realizar porque, por um lado, restam apenas partes de algumas paredes, por outro, existem poucas referências documentais, encontradas até ao momento, respeitantes à sua constituição. É, sem dúvida, de origem medieval e possuía alguns elementos manuelinos.
|
|
Nota Histórica:
|
|
Atribui-se a D. Urraca, mulher de D. Raimundo, a sua edificação e aqui habitaram infantas, reis e rainhas. Encontra-se actualmente em ruínas, restando algumas paredes, entre as quais foi construída uma casa de chá, pelo IPPAR.
|
|
Observações:
|
|
|
|
Descrição Pormenorizada:
|
|
Localizada na parte sudeste das muralhas do castelo. Tinha a fachada sobranceira à vila, de arquitectura rica em ornatos e ameias góticas, onde se rasgavam algumas janelas, uma das quais manuelina. Em 1906, apresentava ainda vestígios de uma coluna central e cantarias rendilhadas, tendo sido entretanto demolidas por ameaçarem, com um desmoronamento, as casas que ficavam na encosta do monte. Assim, restaram alguns fragmentos informes de paredes em ruína, que se mantiveram até aos nossos dias.
|
|
Nota Histórica Pormenorizada:
|
|
Atribui-se a D. Urraca, mulher de D. Raimundo, a sua edificação e aqui habitaram infantas, reis e rainhas, nomeadamente as Infantas D. Teresa, D. Branca, D. Sancha e D. Mafalda, D. Afonso III, D. Afonso IV, a rainha Santa Isabel, os cavaleiros da Ordem do Templo que abandonaram o Castelo de Soure, os ministros de D. Afonso IV, D. João I, D. Manuel I, D. João III, Infante D. Pedro, D. António Prior do Crato e alguns dos alcaides. Sofreu a sua última reforma na época manuelina, avançando sobre a linha da barbacã. Nos primórdios do século XX, visava-se uma janela manuelina com vestígios da coluna central e de cantaria rendilhada e, nos anos 40, sob alegação de ameaçar ruína, demoliu-se o que restava da velha residência senhorial, onde D. Afonso IV cedeu à pressão dos seus ministros e ordenou a morte de Inês de Castro.
|
|
Bibliografia:
|
|
CONCEIÇÃO A. Santos-"Terras de Montemor-o-Velho", Montemor-o-Velho, Câmara Municipal, 1992 (re-ed.), p. 83-84; CORREIA, Vergílio e GONÇALVES, A. Nogueira-"Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Coimbra", Lisboa, A.N.B.A., 1947, p. 130; FIGUEIREDO, António Mesquita de - "Montemór-o-Velho", em "Illustração Portugueza", Vol. I, Lisboa, 1906, p. 103; GÓIS, A. Correia-"Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, Câmara Municipal, 1995, p. 219; MATOS, João Cunha-"Montemor-o-Velho. Sua História. Sua Arte", Coimbra, Epartur, 1977, p. 22-23.
|
|
|
|