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Designação:
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Igreja de S. Miguel (extinta)
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Tipologia:
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Arq. Religiosa manuelina
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Localização:
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Coimbra, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho
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Autoria:
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Desconhecido
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Classificação:
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Época:
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Ano:
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14 (?)
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Utilização Inicial:
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Utilização Actual:
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Cultual e devocional
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Inexistente
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Descrição:
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Localizava-se a nascente do castelo, a meio da subida que ia do Convento dos Anjos. Era um templo de dimensões reduzidas, com características manuelinas. Actualmente, não existem quaisquer vestígios desta construção.
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Nota Histórica:
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Ignora-se a data da sua fundação. Aparece referenciada no século XIV. Foi reconstruída no século XVII. Em 1950, encontrava-se em ruína, tendo sido destruída na década de 70.
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Observações:
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Descrição Pormenorizada:
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Era um templo de dimensões reduzidas e apresentava, na década de 50 do nosso século, um aspecto pouco característico da sua tipologia arquitectónica. Nesta altura ainda era visível uma grande mísula de pedra, cravada numa parede, de forma poligonal, só de molduras, manuelina, e um arco tumular, de traçado quebrado e chanfrado, com o túmulo sem tampa e de cavado antropomórfico. Na parede norte, do lado do Evangelho, rasgava-se uma capela, de invocação de Nossa Senhora da Conceição, com arco simples, do séc. XVI, lavrado em estilo italiano e enquadrado de colunas dóricas, sobre pedestais, fundada pelo capitão Manuel Pestana Coimbra. Ao lado tinha um epitáfio tumular.
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Nota Histórica Pormenorizada:
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Desconhece-se a data da sua fundação, aparecendo referenciada no "Catálogo de todas as igrejas, comendas e mosteiros que havia nos anos de 1320 e 1321", em que era taxada com 220 libras anuais. Pertencia ao padroado Real e foi uma das que D. Manuel exceptuou em 1500, na doação ao príncipe D. Jorge. O Papa Paulo III concedeu a D. Rodrigo de Meneses, Conde de Tentúgal, duas terças partes dos frutos. Foi objecto de instituições de capelas, registadas em tombos e inscrições nas paredes da igreja. Entre as muitas, está a capela de Fernando Miguéis e sua mulher Luisa e tinha por administradora D. Maria de Carvalho, da linha de Vasco de Oliveira Juzarte e terceira mulher de Luis Pessoa de Andrade, mãe de Gaspar Pessoa de Carvalho. Esta capela ao tempo de D. Afonso V era pertença de Vasco Oliveira Juzarte e por mercê de D. João III, dada em Évora, a 3 de Julho de 1531, passou para o filho, Diogo Juzarte, casado com D. Políxena de Azevedo. A porta lateral tinha o milésimo de 1667, data provável de uma reconstrução. No princípio do século XVIII, pertencia ao Duque do Cadaval, rendia 500$000 réis e anexava as igrejas de Santa Susana da Carapinheira e Nossa Senhora da Conceição de Vila Nova da Barca, cujos curas eram apresentados pelo prior de S. Miguel. Em 1950 encontrava-se em ruína, tendo sido destruída na década de 70.
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Bibliografia:
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"Boletim da Sociedade Archeologica Santos Rocha", Fig. da Foz, 1908, p. 184; CORREIA, Vergilio- "Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Coimbra", Lisboa, 1952, p. 137; CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos- "Terras de Montemor-o-Velho", Coimbra, 1992, p. 193; GÓIS, A. Correia-"Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, 1995, p. 179-180.
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