| |
|
Designação:
|
|
|
Igreja de Santa Maria Madalena (extinta)
|
|
Tipologia:
|
|
Arq. religiosa, manuelina
|
|
Localização:
|
|
Coimbra, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho
|
|
Autoria:
|
|
Desconhecido
|
|
Classificação:
|
|
|
|
Época:
|
Ano:
|
|
13
|
|
|
Utilização Inicial:
|
Utilização Actual:
|
|
Cultual e devocional
|
Devoluta
|
|
Descrição:
|
|
Edifício de planta simples, de nave única e três capelas. Do que resta podemos observar, a porta principal em ogiva, por cima da qual existia uma fresta. O campanário manuelino com lugar para dois sinos ressalta da frontaria e conserva a sua forma primitiva. Sobre a porta do lado Sul vê-se a cruz de malta. No interior, mísula manuelina e uma lápide romana dedicada a Júpiter, que se encontrava na esquina da capela-mor, no cunhal da Epístola.
|
|
Nota Histórica:
|
|
De origem medieval, foi uma das duas igrejas que D. Manuel I ressalvou da doação de 1500. Pertenceu à Coroa Real, teve priorado e anexo um hospital com o mesmo nome. Posteriormente, pertenceu aos Condes de Tentúgal, tendo sido sagrada pelo bispo de Coimbra, D. Manuel de Mello. Foi sede de uma das antigas paróquias de Montemor-o-Velho.
|
|
Observações:
|
|
|
|
Descrição Pormenorizada:
|
|
Este edifício modesto encosta-se à barbacã sul do Castelo. Do que resta, podemos observar a porta principal, simples, sem impostas e arestas chanfradas, com arco quebrado equilátero, do séc. XV. No lado esquerdo da frontaria foi colocado um campanário manuelino, de duas ventanas grandes e uma pequena no vértice, com esferas, que também decoram a cimalha da empena. A sul, a porta travessa é rectangular e chanfrada, cravando-se sobre ela uma cabeceira de sepultura, discóide, com cruz floreada. No interior, em frente a esta, há uma mísula de ornatos em cordas, manuelina, trabalho popular. Na esquina da capela-mor, há uma lápide romana dedicada a Júpiter (I. O. M. - Iovi Optimo Maximo). Em 1758, era descrita como sendo uma igreja de nave única, com três altares. No altar-mor encontrava-se o Santíssimo Sacramento e as imagens de Santa Maria Madalena, S. Sebastião e Santo Estevão. Num dos altares colaterais, estavam as imagens de Nossa Senhora da Piedade, S. Mateus e S. Brás. No outro altar colateral, encontravam-se as imagens de Santa Luzia, Santo António, S. Matias, Santa Catarina, Santo Antão e Santo Amaro. Desconhecemos o paradeiro destes altares e imagens.
|
|
Nota Histórica Pormenorizada:
|
|
De origem medieval, já existia em meados do séc. XIII. A freguesia de Santa Maria Madalena já existia em 1251, pois nesse ano, a 11 de Março, expediu Inocêncio IV a Bula Sua Nobis, dirigida ao Bispo de Viseu, para obrigar os priores de várias igrejas da diocese de Coimbra, entre elas as de Santa Maria Madalena, S. Salvador e S. João a pagar ao bispo as procurações que lhe deviam "ratione visitationis". Foi uma das duas igrejas (a outra S. Miguel) cujo padroado D. Manuel I ressalvou da doação de Montemor-o-Velho ao príncipe D. Jorge, em 1500. Era da Coroa Real, teve priorado e anexo o hospital com o mesmo nome, para o tratamento de raparigas honradas e solteiras. Paulo III concedeu ao Conde de Tentúgal, D. Rodrigo de Melo, duas terças partes dos frutos da Igreja. O bispo de Coimbra, D. Manuel de Meneses, foi seu prior e, depois de bispo, sagrou-a. Foi sede duma das antigas paróquias da Vila e rendia, no princípio do séc. XVIII, uns 200$000 réis anuais. Também aqui funcionou a Irmandade de Nossa Senhora da Piedade, com compromisso de 1574. Encontra-se abandonada e arruinada desde finais do séc. XIX. Na última década desse século, apesar da paróquia estar extinta, os mortos eram enterrados dentro da igreja e no adro, de parceria com o "cemitério da Borralha", a Alcáçova e S. Martinho.
|
|
Bibliografia:
|
|
PEREIRA, Augusto N. - "Curiosidades de Montemor-o-Velho", "Renascença", 1943, nº 286, p. 6; CORREIA, Vergilio- "Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Coimbra", Lisboa, 1952, p. 137-138; CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos- "Terras de Montemor-o-Velho", Coimbra, 1992, p. 192; GÓIS, A. Correia- "Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, 1995, p. 179.
|
|
|
|