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Designação:
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Solar dos Ornelas/Nápoles
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Tipologia:
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Arquitectura civil privada
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Localização:
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Coimbra, Montemor-o-Velho, Abrunheira.
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Autoria:
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Desconhecido
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Classificação:
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Em processo de classificação.
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Época:
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Ano:
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17
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Utilização Inicial:
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Utilização Actual:
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Residencial
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Residencial
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Descrição:
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No andar nobre rasgam-se, na frontaria, nove janelas de verga curva, cuja cimalha segue a mesma linha. A porta, ostentosa, também de verga curva, mostra frontão interrompido, com brasão esquartelado. Está ladeada por seis janelas que poderão ser posteriores. À esquerda, num plano mais alto e recuado, encontra-se a capela.
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Nota Histórica:
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A instituição deste solar advém de um morgadio de vínculo do último quartel do século XVII. Esta afectação foi feita a D. Maria Marques, viúva do capitão António Rodrigues Pinto. O último senhor do vínculo foi José de Ornelas da Fonseca Nápoles e o último proprietário directo da casa foi Ernesto da Costa Ornelas, deputado e par do Reino, que ainda a possuía nos anos 50 do nosso século.
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Observações:
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Descrição Pormenorizada:
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Planta regular rectangular longitudinal, massa simples disposta horizontalmente, cobertura em telhado de duas águas. A fachada principal a E. de embasamento saliente apresenta pano único limitado pelos cunhais em pedra, com dois pisos divididos por friso, com seis janelas de verga curva de emolduração pétrea, de guilhotina, dispondo-se simetricamente ladeando o portal central. Este é ricamente emoldurado apresentando o brasão esquartelado enquadrado num frontão interrompido, com as armas dos Ornelas, no 1º quartel, dos Abreus (cinco asas), no 2º, dos Fonsecas (cinco estrelas), no 3º e dos Mouras (sete torres) no 4º. Enfeita-as uma coroa. Estas armas foram sobrepostas às dos fundadores e provêm de Ornelas. A porta é almofadada ainda com as ferragens da época. O segundo piso tem nove janelas de recorte idêntico às anteriores com quebra-águas saliente. Ao alçado S. encosta-se a Capela de Santo António.
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Nota Histórica Pormenorizada:
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Entre os bens vinculados no século XVII figuram as termas da Amieira e do Bicanho. Um dos vinculatários, o Dr. João Rodrigues Pinto, foi reitor do Colégio de S. Paulo da Universidade de Coimbra, deputado do Santo Ofício e cónego doutoral da Sé de Viseu. Esta enterrado na Capela de S. Pedro, em Verride, em cuja pedra se gravaram as suas armas: no 1º quartel, cinco crescentes (Pintos), no 2º cinco flores de liz (Rodrigues), elmo e, como timbre, um leão. Uma neta ou bisneta da vinculatária casou com um Ornelas. O último senhor do vínculo foi o Dr. José Ornelas da Fonseca Nápoles, formado em Direito e colaborador de muitos jornais e revistas. Foi o autor do folheto de versos "O Boletim Postal", da "Canção da Padeirinha" e de outras poesias que passaram ao folclore popular e sustentou grandes polémicas com vários escritores, entre eles Trindade Coelho. Nasceu na Abrunheira e faleceu na Figueira da Foz.
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Bibliografia:
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CONCEIÇÃO A. Santos-"Terras de Montemor-o-Velho", Montemor-o-Velho, Câmara Municipal, 1992 (re-ed.), p. 242-243; CORREIA, Vergílio e GONÇALVES, A. Nogueira-"Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Coimbra", Lisboa, A. N. B. A., 1947, p. 141; GÓIS, A. Correia-"Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, Câmara Municipal, 1995, p. 203.
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