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Designação:
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Solar dos Alarcões
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Tipologia:
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Arquitectura civil, residencial
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Localização:
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Coimbra, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho
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Autoria:
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Desconhecido
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Classificação:
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Época:
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Ano:
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19
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Utilização Inicial:
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Utilização Actual:
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Residencial
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Biblioteca Municipal
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Descrição:
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Caso exemplificativo da casa nobre de província do século XIX, com características de origem erudita. Constituído por r/c, 1º andar, sotão, capela e logradouro.
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Nota Histórica:
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Este solar pertenceu aos Alarcões, uma família muito importante em Montemor-o-Velho. Deste local já existem notícias desde o século XV, mas o edifício actual deve-se a uma reconstrução do século XIX.
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Observações:
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Descrição Pormenorizada:
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A fachada principal desenvolve-se em três volumes: dois laterais e um central encimado por um frontão. Quatro pilastras demarcam esses corpos ou alas simétricas. Os dois pisos do edifício são separados por cimalhas (duas nos topos e duas demarcando o corpo central). No primeiro piso, as duas alas simétricas possuem uma porta, ladeada por duas janelas com gradeamento de ferro forjado. No segundo piso, os dois corpos laterais ostentam três janelas, sendo a do meio de varanda de sacada. O corpo central apresenta, no primeiro piso, um portal relativamente simples com enquadramento de cantaria e flanqueado por duas janelas com gradeamento de ferro forjado. No segundo piso, possui três janelas de varanda de sacada. A cornija que demarca o frontão é interrompida, no topo, por uma chake saliente trabalhada (semelhante a uma pluma). Um pouco mais abaixo está o brasão, que entretanto caiu, que estava numa posição central e um pouco acima relativamente às duas janelas do sotão. As pilastras que demarcam os corpos da fachada terminam, também, superiormente com chakes: as exteriores são semelhantes a grinaldas e as interiores semelhantes a liras. Na fachada posterior do edifício rasgam-se oito janelas no primeiro piso. No r/c existem mais três janelas, a porta da cozinha e três janelas de sacada. Um pequeno muro adossado e perpendicular à casa, separa a porta e a janela da cozinha. Na cobertura, esse espaço da cozinha manifesta-se pela chaminé. O muro, que continua curvando para a direita até atingir o muro limite da propriedade, esconde ainda um pequeno pátio (zona de serviços, onde estão uns galinheiros). Todas as janelas e portas do tardoz são emolduradas tal como na fachada exterior. As janelas do r/c (excepto a da cozinha) têm gradeamento (grelha reticulada). O interior do edifício era muito rico, com móveis trabalhados embutidos nas paredes, centros trabalhados de alguns tectos, átrio em calçada e outros elementos decorativos, quase todos desaparecidos.
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Nota Histórica Pormenorizada:
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As primeiras notícias sobre o local onde se encontra implantado o solar datam de 1498, através de uma compra feita por Diogo da Fonseca Andrade (descendente de Fernando Alvares de Andrade, escrivão da Fazenda e tesoureiro de D. João III). Em 1557 ou 59, aparecem referenciadas umas casas como fazendo parte do vínculo instituído por Gaspar da Fonseca Andrade e Dona Leonor de Mascarenhas. Em 1684, foi lavrado um contrato entre Thomé Chichorro e Gaspar da Fonseca que demonstra que parte do beco que existia a nascente pertencia à casa. Foi por ordem de D. Maria do Ó Osório Cabral (viúva de D. José de Alarcão Velásques Sarmento Osório) que, em 1870, foram iniciadas as obras de reconstrução do solar. D. João de Alarcão, filho herdeiro de D. Maria do Ó, em 1889, mandou construir um celeiro e um depósito para pipas de água e vinho, no lugar onde existia um celeiro em ruínas. Esta parte foi, mais tarde, vendida e transformada em habitação. Já no nosso século, em finais da década de 60, o solar foi votado ao abandono até ser definitivamente desocupado. Em finais da década de 70, o edifício foi alugado aos Serviços Hidraúlicos do Mondego. Em 1985, o imóvel foi vendido por Maria da Conceição Ponces de Alarcão Velásques Sarmento Lopes da Silva a Deolindo Azevedo Correia, que o vendeu em 1988 à Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Velho. Desocupado desde a saída dos Serviços Hidráulicos e em avançado estado de degradação, foi adquirido pela Câmara Municipal de Montemor-o-Velho em 1992. O edifício foi recuperado para a instalação da Biblioteca Municipal.
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Bibliografia:
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CAESSA, Ana Isabel de Sá - "Reutilização do Solar dos Alarcões. Proposta de criação de uma casa municipal da cultura", Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, 1993 [policopiado]; GÓIS, A. Correia-"Concelho de Montemor-o-Velho. A terra e a gente", Montemor-o-Velho, 1995, p. 207-208.
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