Designação:

Teatro Esther de Carvalho / antigo Teatro Infante D. Manuel

Tipologia:

Arq. civil, educ., cult., cient. revivalista

Localização:

Coimbra, Montemor-o-Velho, Montemor-o-Velho

Autoria:

Desconhecido.

Classificação:

IIP, Desp. Março 1983, Dec. n.º 67/97, DR 301 de 31 Dezembro 1997.

Época:

Ano:

19

Utilização Inicial:

Utilização Actual:

Cultual e devocional

Educativa, cultural e científica

Descrição:

Edifício de estrutura arquitectónica simples, com elementos interiores de decoração mais rica, bem ao gosto do final do século, convergindo cenografias com temas de inspiração revivalista. Foi um dos últimos teatros a ser projectado com base em modelos neoclássicos. A riqueza do seu interior advêm da decoração em madeira totalmente pintada.

Nota Histórica:

Este edifício resultou inicialmente da adaptação da Capela da Confraria dos Clérigos de S. Pedro. Tinha a designação de Teatro Infante D. Manuel, passando para Ester de Carvalho, em homenagem a esta grande actriz montemorense que alcançou grande fama no Brasil (1). Encontra-se neste momento a sofrer obras de recuperação, mantendo-se as características primitivas.

Observações:

Descrição Pormenorizada:

Edifício de planta longitudinal. Fachada com porta central de verga curva ladeada por duas portas rectangulares e encimada por três janelas de sacada e entre elas dois medalhões com bustos. O remate da fachada é em empena triangular. No interior, um palco elevado e uma plateia rectangular, com balcão posterior e treze camarotes a ladear a plateia junto ao balcão.

Nota Histórica Pormenorizada:

O teatro remonta à segunda metade do século XIX e resultou da adaptação de uma capela. Em 1884 passou a designar-se por Teatro Ester de Carvalho, perdendo a anterior designação de Infante D. Manuel. Até 1912 sofreu diversas obras. Em 1998, encontrando-se em mau estado de conservação, surgiu um projecto de reabilitação, da autoria do Arquitecto José António Bandeirinha, propondo o restauro integral do edifício, com a preservação das estruturas de madeira originais. O Ministério do Equipamento e Planeamento do Território disponibilizou 73000 contos (80% da verba total) e o Ministério da Cultura 45000 contos para equipamentos de cena. Estão previstas três utilizações principais para este edifício: para actividades destinadas à comunidade e acontecimentos significativos do concelho; espaço para trabalhos e acções dirigidas à população escolar do município; e acolhimento de companhias teatrais em residência artística. Actualmente, ainda decorrem as obras de recuperação.

Bibliografia:

CONCEIÇÃO, Augusto dos Santos - "Terras de Montemor-o-Velho", Montemor-o-Velho, 1992, p. 233-234.

 

 

 

 

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