Há um mês, o território enfrentava o início de um dos períodos hidrológicos mais exigentes dos últimos anos, num contexto de sucessivas intempéries e elevados caudais no Vale do Mondego.
Hoje, o foco está na recuperação.
Desde a fase mais crítica até ao momento atual, o Município de Montemor-o-Velho tem mantido uma intervenção permanente no terreno, mobilizando meios humanos e técnicos para repor condições de segurança, apoiar as populações afetadas e devolver normalidade às comunidades.
Ao longo das últimas semanas, foram desenvolvidas ações de limpeza e remoção de resíduos, reposição de pavimentos e sinalização, estabilização de taludes, recuperação de espaços públicos e acompanhamento próximo às famílias, agricultores e empresas atingidas.
Este trabalho, realizado em articulação com as entidades de proteção civil, juntas e uniões de freguesia e diversas instituições locais, continua a decorrer em várias frentes, refletindo o compromisso assumido desde o primeiro momento: estar presente e agir.
Esta sexta-feira, cerca de 80 voluntários da Cruz Vermelha Portuguesa e de entidades parceiras, bem como sete elementos da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária, encontram-se no terreno a apoiar as ações em curso, um contributo que o Município de Montemor-o-Velho agradece profundamente, reconhecendo o empenho e a dedicação demonstrados.
Paralelamente à intervenção operacional, o Executivo Municipal mantém a defesa de soluções estruturais que reforcem a proteção e a resiliência do território, particularmente no Vale do Mondego, procurando garantir que os impactos vividos se traduzam em medidas concretas e duradouras.
Um mês depois, a prioridade mantém-se clara: recuperar, apoiar e preparar o futuro com maior segurança.
O Município de Montemor-o-Velho participou em mais uma reunião de trabalho realizada na Agência Portuguesa do Ambiente, que contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, autarcas da região e diversas entidades com responsabilidade na gestão e planeamento hidráulico da bacia do Mondego.
O encontro ficou marcado pela assinatura do protocolo de colaboração entre a APA e a Ordem dos Engenheiros para a elaboração de um relatório técnico sobre as cheias na Bacia do Mondego e a revisão dos modelos de gestão do risco.
Durante a reunião, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, voltou a defender a necessidade de avançar com soluções estruturais há muito identificadas para o território, sublinhando que “um projeto cujos estudos remontam há 75 anos tem de ser revisto e tem de ter evolução, até porque há obras que foram projetadas e não foram ainda implementadas”.
O autarca reiterou como prioritárias medidas estruturantes para o Vale do Mondego, nomeadamente a construção da barragem de Girabolhos, o reforço dos diques, a instalação das bombas na Estação de Bombagem do Foja, a revisão das comportas e a manutenção regular da Obra de Aproveitamento Hidráulico. “Estas são intervenções determinantes para reduzir a vulnerabilidade do território face a fenómenos extremos”, referiu.
À margem da iniciativa, a Ministra do Ambiente e Energia anunciou que o canal de rega do Mondego deverá estar concluído até 1 de maio, garantindo que o Ministério já disponibilizou verba do Fundo Ambiental para que a APA execute a obra. O objetivo, sublinhou, é assegurar que os agricultores possam preparar atempadamente as suas culturas e planear o ano agrícola com maior previsibilidade.
O Município de Montemor-o-Velho continuará a acompanhar este processo, defendendo soluções concretas e duradouras que reforcem a proteção das populações, da atividade agrícola e da economia local.
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