O Fórum Cultural de Montemor-o-Velho recebeu, no dia 6 de março, o XVIII Seminário “Agricultura no Baixo Mondego”, promovido pela Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho, que reuniu centenas de agricultores, especialistas e diversas entidades ligadas ao setor para debater os principais desafios e oportunidades da agricultura na região.
A iniciativa contou com a presença do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, que defendeu a criação de projetos supramunicipais como forma de reforçar a capacidade de resposta do setor. O governante anunciou ainda que, a partir de abril, será disponibilizada uma linha de crédito para a agricultura no valor de 700 milhões de euros, dos quais 300 milhões terão prazo de 12 anos e taxa de juro zero. Na ocasião, partilhou também uma reflexão sobre o futuro da agricultura na região, sublinhando que vale a pena continuar a apostar neste setor e reforçar o seu papel estratégico para o país.
Na sessão de encerramento, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, sublinhou a importância estratégica da agricultura para a economia e identidade do território, destacando a sua capacidade de adaptação, o espírito de cooperação e a permanente procura de soluções para os desafios do presente e do futuro.
O autarca montemorense salientou ainda que o setor agrícola, para além do reconhecimento, necessita de respostas concretas e soluções estruturais, afirmando que “a agricultura do Baixo Mondego não pode continuar a viver entre ciclos de esperança e episódios de enorme fragilidade. Este território precisa de investimento, planeamento e decisões estruturais que garantam maior segurança e previsibilidade para quem aqui produz. A agricultura é, e continuará a ser, um pilar essencial da identidade e da economia do Baixo Mondego.”
Ao longo da iniciativa, que contou na sessão de abertura com a presença do vereador Vasco Martins, foram abordados temas relevantes para a atividade agrícola, como a inovação na fertilização, as pragas e doenças emergentes na cultura do milho, a regeneração produtiva dos arrozais, as novas variedades de arroz e os desafios atuais que se colocam ao Baixo Mondego.
O seminário constituiu, assim, um importante espaço de partilha de conhecimento, reflexão e diálogo entre produtores, especialistas e entidades públicas, reforçando a importância da agricultura para a economia e para a identidade do território.