Combater o desperdício, preservar o meio ambiente e reforçar o combate às alterações climáticas são algumas das metas que estão na base do projeto de remodelação do sistema de rega da Urbanização Quinta de São Luiz, em Pereira, que a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho se encontra a realizar.


Representando um investimento próximo dos 150 mil euros, a intervenção da autarquia montemorense vai possibilitar que os espaços verdes da urbanização tenham um sistema de rega autónomo, abastecido a partir de uma captação nova, de água não tratada.


Assim, a intervenção vai fazer com que passem a existir duas redes de abastecimentos distintas, uma para o abastecimento domiciliário (água tratada) e outra para a rega dos espaços verdes (água não tratada), contribuindo, deste modo, para a poupança energética, defesa do meio ambiente e promoção do combate ao desperdício.


A alteração em curso, com a respetiva separação das redes, pretende, igualmente, dar uma maior eficácia e fiabilidade aos dois sistemas. Assim, ao funcionarem em redes separadas, em eventuais avarias, vai ser possível proceder à sua reparação sem que esta ponha em causa o abastecimento da rede pública domiciliária de água e vice-versa.


Esta ação é realizada ao abrigo do projeto "Demonstração e Inovação para Adaptação às Alterações Climáticas na Região de Coimbra", liderado pela CIM – Região de Coimbra, sendo cofinanciada pelo Fundo de Coesão, através do POSEUR - Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

O Município de Montemor-o-Velho continua assim, e mesmo em tempo de pandemia, a avançar com os projetos essenciais para o futuro do concelho e para o bem-estar dos Munícipes, promovendo a retoma e o crescimento da economia.

A abertura do concurso público para a “Empreitada de Construção da Estrutura de Descarga para Derivação de Água dos Campos do Vale Central do Mondego para o Leito Periférico Direito, em Montemor-o-Velho” foi uma prenda de Natal antecipada há muito desejada pela população e pelo Município de Montemor-o-Velho e que vai ser fundamental para a defesa e proteção do concelho e da região.
A revelação ocorreu durante a visita do ministro do Ambiente e da Ação Climática às obras do plano de intervenção “Mondego Mais Seguro” e que visa investir, entre 2020 e 2023, no âmbito Aproveitamento Hidráulico do Mondego, mais de 30 milhões de euros na gestão do rio Mondego e dos seus afluentes.
Um ano depois das cheias e ao ver no terreno as obras já realizadas, João Pedro Matos Fernandes referiu que “o grande desafio na gestão do Baixo Mondego” passa por encontrar ainda “soluções de base natural para garantir que a água venha não venha parar ao Mondego toda ao mesmo tempo”. E salientou: “Quem algum dia vier aqui dizer que nunca mais vai haver cheias no Mondego não está a falar verdade".
No decorrer da sessão de Plano de Intervenções de reabilitação fluvial da bacia do Mondego, realizada no Centro Náutico, o Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho deixou palavras de elogio ao ministro do Ambiente e da Ação Climática e à ação do Governo. Para Emílio Torrão, foi um dia histórico pois "vai-se atender uma grande aspiração antiga das pessoas do concelho e, em particular, minha também: a construção de válvulas de maré [no leito periférico direito] para que seja possível escoar a água desse local e de toda a bacia central do Baixo Mondego”.
Ao mostrar grande satisfação pelas obras que já estão a tornar o território mais seguro, o autarca montemorense aproveitou o momento para lembrar a “importância de valorizar o território” com a passagem das estradas que estão no domínio da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para a gestão dos municípios.
“A APA não tem condições para manter essa rede viária que tem que transitar para os municípios, naturalmente com um envelope financeiro associado para que possamos satisfazer as necessidades de comunicação entre as duas margens”, reforçou Emílio Torrão.
As apresentações do Plano de Intervenções do Mondego Mais Seguro, pelo Vice-presidente da APA, Pimenta Machado, e do projeto de reabilitação do rio Ceira, por Pedro Teiga, foram outros dos momentos que marcaram a Sessão de apresentação do Plano de Intervenções de reabilitação fluvial da bacia do Mondego.
A iniciativa contou com as visitas à obra de reconstrução do dique e canal condutor geral na zona da rotura de Santo Varão na margem direita do leito central do Mondego e ao local da futura estrutura de drenagem dos campos para o leito periférico direito, assim como foram realizadas paragens na ponte de Pereira, para observação da ação de limpeza de vegetação e remoção lenha do leito central do Mondego, e na margem esquerda do Mondego, na zona de Santo Varão, para verificar a reconstrução do dique.
 
 

O Município de Montemor-o-Velho, conjuntamente com a Autoridade Regional de Saúde, determinou encerrar, temporariamente, o Esteiro da Ereira. Esta decisão vem no seguimento de uma ocorrência levantada pela GNR após visita ao local que detetou que as condições de segurança, o distanciamento social e as orientações da Direção Geral de Saúde (DGS) não estavam a ser cumpridos pelos utilizadores daquele espaço, colocando em risco a segurança e a saúde pública de todos.

Assim, como medida de salvaguarda da Saúde Pública e proteção da população, em especial da freguesia da Ereira, o acesso àquela zona de prática balnear está temporariamente encerrado. 
A Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte (EPAAD), em parceria com a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), promoveram esta manhã, 14 de outubro, um dia aberto para divulgar os ensaios da cultura do milho desenvolvidos nos campos do Bico da Barca e do Sabico de Areias, em Montemor-o-Velho. A iniciativa demonstrou a cerca de 100 investigadores, técnicos, produtores, agricultores, docentes, estudantes e empresários agrícolas "todo o trabalho desenvolvido nos ensaios, desde as novidades no campo da fertilização, às novas variedades de milho, ao comportamento das sementes e dos adubos na campanha agrícola”, explicou Joaquim Carraco, diretor da EPAAD.
"Experimentar e divulgar as variedades com melhor adaptação para a produção de grão e silagem no Baixo Mondego” é um dos objetivos principais destes ensaios realizados em parceria com a DRAPC e com várias empresas do setor. Para Joaquim Carraco, “este é um dia importante para a EPAAD, uma vez que demonstra a abertura da escola à comunidade”.
Presente na visita aos ensaios de variedades dos ciclos, Emílio Torrão, presidente da Autarquia Montemorense, acompanhado pelo vereador José Veríssimo, elogiou a iniciativa e “todo o trabalho realizado pelos alunos, pela Escola Profissional Agrícola e pelos parceiros” e salientou a importância e utilidade destes ensaios para os agricultores da região.
 
 
EPAAD volta a hastear Bandeira Verde
O Dia Aberto da cultura do milho foi ainda aproveitado para a cerimónia de hastear da Bandeira Verde Eco-Escolas na EPAAD. Símbolo do trabalho na área da educação ambiental e de sustentabilidade, o galardão reconhece e premeia o trabalho desenvolvido pela EPAAD na melhoria do desempenho ambiental em 2015/2016. Na ocasião, a vereadora da educação e presidente da Associação Diogo de Azambuja, Paula Rama, aplaudiu o “empenho, a motivação e a dedicação que os jovens alunos e professores da Escola Profissional têm para com a ecologia e o ambiente”. 

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